Vereadores querem proibir corte de água após faturas exorbitantes

Parlamentares da bancada do PSB apresentaram dois anteprojetos que buscam punir Corsan se cortar água de usuários que estão contestando na Justiça faturas com valor abusivo

13/03/2026 – Usuários que tiverem contestado valor exorbitante de conta de água não poderão ter o fornecimento interrompido até o processo ser julgado. É o que propõem Amaral Negrito (PSB) e  Protetora Dalen Oliveira nos anteprojetos 5 e 7/2026. Ambos foram aprovados unificados e aprovados em conjunto pelo plenário da Câmara de Esteio na sessão de terça-feira (10) e seguem para a apreciação da Prefeitura.

Em ambas as propostas, penalidades são previstas para a concessionária, em caso de descumprimento à regra. A proibição seria mentida até uma decisão definitiva por parte do Poder Judiciário da contestação dos clientes, com o corte sendo realizado apenas se a demanda por revisão dos valores for considerada improcedente.

De acordo com Amaral, o número de reclamações teria aumentado após a compra da Corsan pelo grupo privado Aegea. “A população se percebe
refém da empresa perante a ameaça de corte ao não pagamento da tarifa contestada”, afirma o vereador. “Essa medida busca assegurar o direito de defesa do cidadão diante de possíveis cobranças indevidas, evitando que famílias fiquem sem acesso a um serviço essencial enquanto aguardam a análise da contestação”.

Já Dalen também afirma que a empresa estaria emitindo contas com valores muito acima do habitual e demorando a analisar os casos. Porém, esse não seria o único inconveniente relacionado ao serviço de fornecimento de água, de acordo com a vereadora.  “Outro problema frequentemente relatado pela comunidade diz respeito à
qualidade do serviço prestado, incluindo episódios de água com coloração, odor ou
impurezas, além de interrupções no fornecimento que impactam diretamente o
cotidiano das famílias, do comércio e dos serviços da cidade”, afirmou.

Para tornarem-se leis, os anteprojetos precisam ser devolvidos pelo Poder Executivo para a Câmara, na forma de projeto. Posteriormente, as propostas passariam pelo plenário e teriam de receber o voto favorável de ao menos seis vereadores.

 

Texto: Comunicação Social - Câmara Municipal de Esteio